Bem vinda

Em Lisboa, o Bairro das Galinheiras será o espaço onde terão lugar palavras como integração, cidadania plena, partilha, inclusão, igualdade e equidade. NEAR é o projeto através do qual a AIDGLOBAL contribuirá para transformar uma realidade que, apesar de desfavorecida social e economicamente, é também culturalmente rica e caracterizada por uma identidade sui generis e inconfundível que marca as ruas, os muros e calçadas de um bairro diferente de qualquer outro . Aqui vivem imigrantes recém-chegados, maioritariamente dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), nomeadamente de São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau. Por meio das atividades que planejamos realizar, esperamos ajudá-los no processo de integração para que se encontrem neste lugar e o sintam como seu.

CIDADANIA

Eu nostri Agentes Comunitários

Os Agentes Comunitários são cidadãos, membros de comunidades diaspóricas, que, através da formação dedicada às questões relacionadas com a migração e o asilo, tornaram-se verdadeiros agentes comunitários de integração dos recém-chegados.

  • Hiordanes Correia

    Hiordanes Correia

    “Um dos meus sítios favoritos é o Hospital das Forças Armadas. Eu vim para Portugal por junta médica, e foi neste hospital que foram feitos os tratamentos que salvaram a minha vida. Sem a nossa saúde, nós não somos nada.”

  • Victoriana Teixeira

    Victoriana Teixeira

    "Fico alegre por participar no Centro de Desenvolvimento Comunitário da Ameixoeira, onde desenvolvo artes manuais, aprendo muito."

  • Fernando Fonseca

    Fernando Fonseca

    "Este foi um ano intenso e agitado, mas eu olho para esta mudança para o Bairro das Galinheiras de forma positiva. Se a vida nos dá um limão, devemos fazer dele uma limonada.”

  • Sek Sar

    Sek Sar

    “Sentir-me em casa é sentir-me integrado”.

    “Pela minha condição de mobilidade, o processo de integração exigiu mais de mim porque sou pessoa imigrante e tenho dificuldades motoras. Eu costumo dizer que tive que me integrar duas vezes. Foi um desafio, mas eu gosto de desafios”.

    “Uma casa significa identificação cultural”

    “Sentir-se em casa é sentirmo-nos identificados com a nossa cultura”.

    “Estamos na terra como viajantes.”

  • Ana Lopes

    Ana Lopes

    “Na Dona Naide come-se a melhor cachupa da zona".

    “Sinto-me bem por estar em Portugal.”

    “Não nos falta saúde. Temos o mínimo de condições para viver”.

    “Sentir-me em casa é estar em segurança. Aqui eu saio sem medo”.

    A comunidade é completa. Temos todos os serviços disponíveis. Seria bom termos acesso ao metro.”

  • Hamilton Ramos

    Hamilton Ramos

    “Em Vila Cardoso, convivemos como fazíamos em São Tomé e Príncipe. Conversamos, dançamos, ouvimos música, falamos de política.”

    “Em Portugal é muto difícil ter uma casa. Se eu não tiver determinados rendimentos eu não consigo comprar uma casa. Se o nosso país de origem fosse como Portugal em termos de saúde e educação, eu ficaria lá.”

    “Para me sentir em casa em Portugal precisaria de ter um acesso facilitado à Educação”.

  • Djalili Folisseni

    Djalili Folisseni

    “O meu lugar secreto é uma árvore que fica ao lado da Mesquita, onde vou conversar com os meus amigos de Benim e do Togo.”

    “O mais difícil é o apoio à habitação.”

    “Santa Clara tem aspetos positivos, como o facto de ter uma Mesquita. Como sou Muçulmano, lá eu consigo experienciar o sentimento de estar em casa”.

  • Beymer Correia

    Beymer Correia

    “Sinto-me em casa em Portugal. Vim para cá por razões de saúde, mas agora sinto-me em casa. Sinto-me tranquilo. Temos acesso à Educação e, em termos políticos, Portugal transmite-me segurança.”

    “Estarmos em casa é termos os nossos direitos e não sermos excluídos”.

    Mapa da Zona 2 de Lisboa

    Dentro deste mapa você encontrará locais de interesse e pontos de referência para os cidadãos recém-chegados.

     

    Visita la mappa

    CRIANÇAS E MENINOS

    Atividades e oficinas

    O apoio a menores recém-chegados, em idade escolar obrigatória, concretizar-se-á através de workshops, laboratórios, passeios urbanos e eventos, que serão desenvolvidos em conformidade com as necessidades, previamente identificadas, dos alunos migrantes recém-chegados da Escola Maria da Luz de Deus Ramos.

    O plano de atividades a realizar com as crianças foi desenvolvido numa linha de comunicação com a Professora Fátima Cunha, Coordenadora da Escola mencionada supramente, que contribuiu para a identificação de um conjunto de necessidades que atravessam o processo de integração das crianças na comunidade escolar e local. Esta articulação permitiu desenvolver ferramentas para a implementação de estratégias e instrumentos capazes de contribuir para a promoção da inclusão dos alunos.

    As atividades previstas, no âmbito da intervenção junto das crianças desta Escola, serão desenvolvidas em torno dos seguintes eixos de intervenção:

    Eixo 1 – “Common homes” – Consiste no desenvolvimento de atividades dinâmicas e artísticas entre as crianças imigrantes recém-chegadas e os alunos portugueses, através da apresentação dos alunos, dos seus países de origem e das suas tradições;

    Eixo 2 – “Common places” – Atividades de passeios urbanos;

    Eixo 3 – “Neighbourhood and Labs”, que trabalha as relações dos alunos com a escola, famílias e comunidade local.

    ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS

    Estudantes estrangeiros e estudantes do sexo feminino

    A orientação de estudantes universitários recém-chegados de países terceiros está a ser desenvolvida em colaboração com o Iscte – Instituto Universitário de Lisboa.

    O plano de atividades foi criado numa linha de comunicação com a Professora Dra. Ana Raquel Matias, responsável pelo projeto “Trovoada de Ideias - Inclusão Linguístico-social dos Estudantes dos PALOP no Ensino Superior Português”, integrado no CIES-Iscte e com a Professora Dra. Cristina Santinho, responsável pelo projeto “Living in a Different Culture”, integrado no CRIA-Iscte. As professoras contribuíram para a identificação de um conjunto de necessidades que atravessam o processo de integração de estudantes de países terceiros. Esta articulação permitiu desenvolver ferramentas para a implementação de estratégias e instrumentos de promoção da inclusão destes estudantes.

    Eixo 1 - Levantamento de necessidades de estudantes de países terceiros através de um inquérito;

    Eixo 2 – Orientação ao nível da língua portuguesa funcional através da criação de mapa dentro e fora do campus universitário;

    Eixo 3 – Capacitação na procura de emprego;

    Eixo 4 – Elaboração de um manual de boas-vindas;

    Eixo 5 – Eventos culturais.

    O objetivo é contribuir para a inclusão destes alunos, em estreita articulação com a Universidade, e promover, em simultâneo, a valorização da cultura e a diversidade no tecido universitário, proporcionando um ambiente de envolvimento com a Instituição de Ensino Superior, os seus alunos e docentes bem como com a cidade de Lisboa.

    O acesso a serviços públicos e a localização de serviços sociais locais foram os temas que nortearam a terceira sessão de formação destinada Agentes Comunitários

    Planear o futuro a partir de um regresso ao passado.

    Assim começou a terceira sessão de formação destinada a Agentes Comunitários, com lugar na Associação Lusofonia Cultura e Cidadania (ALCC), na manhã do passado dia 27 de novembro, no âmbito do projeto NEAR – NEwly ARrived in a common home.

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    A partir de um quebra-gelo que convidou os participantes a imprimirem, em formas, representações do seu passado, promoveu-se o estreitamento de laços e o conhecimento interpessoal das trajetórias de cada pessoa e daquilo que as identifica e representa, num determinado momento da sua história e em relação ao país onde nasceram e cresceram.

    Entre os materiais criados pode ver-se uma casa colorida, em que cada uma das cores alude a diferentes fases da vida das pessoas que a construíram; é possível sobrevoar um barco que traz à memória os dias, sobre os céus de São Tomé e Príncipe, onde os pescadores dedicam horas ao ofício que lhes permite trazer para casa o alimento (em alguns casos, único sustento) de várias famílias; e pode conhecer-se o molde que mostra de que forma o café e o milho são moídos, em Cabo Verde, através de um utensílio designado “pilão” que, em Portugal, pode ser equiparado a um almofariz.

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    Depois de uma viagem às origens estava criado o ambiente para um contexto de aprendizagem formal dedicado a conteúdos alusivos aos serviços sociais e públicos, disponíveis na zona da Ameixoeira, sem deixar de fora a partilha de conhecimento sobre os documentos necessários ao processo de legalização de pessoas migrantes.

    A criação de cenários hipotéticos complementou esta parte da sessão, no âmbito da qual foi introduzida uma salvaguarda, por parte da formadora, Verena Melo: caso os formandos (futuros agentes comunitários) sintam que os direitos humanos da pessoa imigrante não estão a ser reconhecidos por qualquer entidade social, pública ou privada, é possível apelar ao Art.º 123, da Lei nº 23/2007 de 04 de julho de 2007, inscrita no Diário da República, nº 127, Série I de 04 de julho de 2007.

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    AEste é um artigo válido para “situações extraordinárias a que não sejam aplicáveis as disposições previstas no artigo 122.º, bem como nos casos de autorização de residência por razões humanitárias ao abrigo da lei que regula o direito de asilo, mediante proposta do diretor-geral do SEF ou por iniciativa do Ministro da Administração Interna”. Em casos excecionais, ao abrigo deste artigo pode “ser concedida autorização de residência temporária a cidadãos estrangeiros que não preencham os requisitos exigidos na presente lei por razões de interesse nacional; por razões humanitárias; por razões de interesse público decorrentes do exercício de uma atividade relevante no domínio científico, cultural, desportivo, económico ou social”. O artigo, na íntegra, pode ser consultado aqui.

    A terceira sessão da formação destinada a agentes comunitários contou com 6 participantes.

    “NEAR – NEwly ARrived in a common home” é um projeto europeu financiado pela Comissão Europeia, no âmbito do Fundo de Asilo, Migração e Integração (AMIF) tendo como entidade promotora a Fundação ISMU e como entidades parceiras a Tamat, a CARDET, a AIDGLOBAL e a Università Cattolica del Sacro Cuore. Em Portugal, este projeto está a ser desenvolvido na cidade de Lisboa, designadamente no Bairro das Galinheiras, localizado na Freguesia de Santa Clara.

    A AIDGLOBAL ― Acção e Integração para o Desenvolvimento Global é uma Organização Não-Governamental para o Desenvolvimento (ONGD), sem fins lucrativos, que desenvolve e promove projetos no âmbito da Educação para o Desenvolvimento e Cidadania Global, em Portugal e, programas no âmbito da Literacia, em Moçambique. A sua Missão visa Agir, Incluir e Desenvolver através da Educação, porque acredita que a Mudança acontece pela Educação.

    A rede no território

    Órgãos e Associações da Zona 2 que colaboram nas atividades do projeto:

    Local Actions